Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Trenzinho do Caipira: Uakti

2 comentários:

Jamil S.P. disse...

Nossa, que louco isso, gostei!
Só de curiosidade: não sei se você sabe, esse rapaz no centro está tocando algo como um hurdy-gurdy (também conhecido como vielle à roue ou symphonia), que é um instrumento medieval, muito semelhante à gaita de fole dos escoceses e de outros povos.
Aqui um exemplo http://www.youtube.com/watch?v=8eDCw3wn64Q

Mariana disse...

Não conhecia, muito interessante, e bonita a música. Obrigada.