Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 10 de março de 2011

"porque somos um pouco o que nos atravessa"

No ...rastros de carmattos consta: "porque somos um pouco o que nos atravessa". Somos. No 3x4, consta: sem-carro, sem-filhos, sem-facebook. Perfeitos os três adjetivos. Sou uma das poucas pessoas que conheço que deliberadamente abdicou de ter carro, e consigo contar nos dedos as pessoas das minhas relações que não estão no facebook. Quanto aos filhos, é mais fácil explicar. Em tempo: não sei onde foi parar meu idealismo.

2 comentários:

Luiz disse...

Adorei o humor do post. mas estou passando pra dizer que a foto do mar ficou linda e que o seguidores mais no alto ficou melhor também. Beijos!

Mariana disse...

Oi, Luiz, bom dia. Obrigada.

O mar eu queria mesmo expandir, afinal ele é o espírito da coisa aqui, era só questão de encontrar uma imagem maior. Ficou mesmo lindo, configurou legal, mas eu achava que isso dependia do modelo, não da imagem escolhida (Riobaldo: a gente vai sempre mudando...)

Os seguidores foi uma forma de valorizar mais o espaço e as pessoas que se dispõem a me ler: uma forma de mostrar a sua importância: gosto de ser lida.

Suas opiniões e sugestões são sempre bem-vindas!!!

Estou aqui apanhando dos formulários da ufmg, tentando colocar, sem alterar, a tese em pdf, maior canseira.

Beijos!