Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 8 de março de 2011

trecho de conversa: rebeldia

“[...] as nossas neuroses e fraquezas também são, além de imposições, gostos nossos, insistências do nosso coração rebelde a certas situações que a gente não suporta. Então, pagamos o preço, e reclamamos, que também faz parte desse pagamento.  É tudo muito confuso nessa vida...”

2 comentários:

josépacheco disse...

absolutamente extraordinário, Mariana. quem disse isso?

Mariana disse...

Olá, José Pacheco, obrigada.

Uma grande amiga minha, numa de nossas trocas de e-mail. Falávamos de fragilidade, de nós mesmas, da escrita e tal. Essa amiga é tudo de bom, tem uma percepção rara, a possibilidade de elaborar as questões pela linguagem: "vejo que é muito bom poder investigar falando, escrevendo, e não precisa ser para o/a analista, pode ser com os amigos também, ou com o papel, com o computador e seus leitores virtuais, incertos, como você faz no blog."

Abraço!