Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 8 de março de 2011

trecho de conversa: carnaval

Dito de uma amiga, acerca do feriado estendido do Carnaval: "Esperar o povo resolver que o ano começou, né? Fazer o quê?"

2 comentários:

Luiz disse...

Frase espirituosa... Agora que todo mundo percebe que o ano começou, que ele comece bem.

Mariana disse...

Oi, Luiz, bem anotada a diferença entre começar e perceber que começou... :)